Boas Práticas

Questão cultural: razão das falhas em açougues brasileiros

As falhas em açougues são decorrentes de um problema cultural brasileiro”, explica de Paulo Tadeu de Oliveira, consultor na área de açougues e Fundador da Paulo Tadeu Consultoria em Açougues. Com importantes exceções, o brasileiro não tem a cultura de buscar conhecimento para usá-lo na prática.

Hoje, por exemplo, a maioria dos açougues que compra uma carne do frigorífico a R$100 e revende essa carne a R$ 130 acredita que obteve 30% de lucro”. Pensar assim é um grande erro, diz Oliveira que admite que cometia o mesmo erro na década de 1980, quando era proprietário de quatro açougues em sua cidade.

Além disso, antigamente o açougue só vendia carnes, hoje em dia abriga uma grande variedade de produtos, com cortes e marcas diferentes. Tadeu ressalta ainda que esses erros em açougues são muito comuns, porém estão diminuindo.

Muitas pessoas graduadas em Administração de Empresas, Medicina Veterinária e Zootecnia já estão enxergando o grande potencial que os açougues têm para gerar lucratividade”.

O consultor ressalta ainda que hoje, muitos profissionais vêm obtendo êxito no ramo de Açougues mesmo sem entender o corte da carne, mas entendendo muito bem a gestão da carne.

Neste sentido, eles deverão priorizar uma boa gestão financeira, assim como a gestão de pessoas e os cuidados sanitários, priorizando a higiene do local, os uniformes dos empregados, a qualidade e os espaços reservados para o corte de carnes, estoque de alimentos, temperatura ideal, dentre outras necessidades.

Evitar os erros significa manter a saúde do açougue

A consequência mais comum da ocorrência de erros em açougues é o afastamento do cliente e, em casos mais sérios, a penalização ou até o fechamento do estabelecimento pela vigilância sanitária.

Tadeu explica que outra penalidade para quem não se preocupa em reduzir os erros em açougues é fazer parte da triste estatística de “mortalidade dos açougues” que afeta tanto os Açougues supermercadistas, quanto os açougues de fora do supermercado.

Para isso, os açougues de rua estão se reinventando, muitas vezes se tornando butiques de carnes e agregando valor para gerar ótimos lucros. Já o açougue supermercadista é “obrigado a existir”, pois o cliente/consumidor sempre comprará carne.

Dessa forma, Oliveira sugere que será dentro dos supermercados que o açougue precisa estar muito atento. “O açougue será um ‘poço sem fundo ou uma mina de ouro’, dependendo da gestão realizada”.

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