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Exportação de carne: sua empresa está preparada?

A exportação de carne brasileira teve resultados recordes em 2019, com ótimas perspectivas para 2020. Quer atuar nesse mercado? Conheça as regras e regulações.

O Brasil nunca exportou tanta carne quanto no ano de 2019. De acordo com a associação que representa os frigoríficos do setor (Abiec), no último ano, a exportação de carne bovina brasileira bateu todos os recordes, tanto em volume (1,84 milhões de toneladas) quanto em faturamento (US$ 7,59 bilhões).

Para 2020, as estimativas mais otimistas indicam que as exportações de carne bovina brasileira devem manter um ritmo de alta (crescimento de 10%), diante de uma continuidade na forte demanda da China e de perspectivas positivas com outros mercados. Por isso, se você pretende entrar nesse mercado da exportação de carne, você precisa estar preparado quanto às regras e regulações, além de seguir alguns passos bastante claros.

Números da exportação de carne bovina brasileira

O Brasil teve números recordes na exportação de carne bovina em 2019, com ganhos expressivos em volume e em faturamento. Dados do Ministério da Economia comprovam isso e indicam que os países asiáticos tiveram papel de destaque nas importações de produtos cárneos brasileiros

A maior importadora da carne brasileira foi a China, que comprou aproximadamente U$4,500 bilhões do produto nacional, seguida de sua Região Administrativa Especial (RAE) Hong Kong, com pouco mais de ⅓ do valor total importado pelos chineses”, indica Saymon Reis, da consultoria Domani.

O Oriente Médio aparece nas terceira e quarta posições, com Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos importando, respectivamente, U$ 931 milhões e U$ 840 milhões. Já o Japão, que importou aproximadamente U$824 milhões da carne brasileira, ocupa o quinto lugar desse ranking de grandes importadores.

O volume e o faturamento de exportação de carne bovina brasileira devem se manter em alta em 2020, diante de uma continuidade na elevada demanda da China e de Hong Kong e de perspectivas positivas com Rússia, Estados Unidos e Indonésia.

Por isso, seguir todas as regras de exportação de carne e se profissionalizar será fundamental para que frigoríficos brasileiros consigam atender essa demanda e claro, lucrar bastante com isso!

Mas afinal, como atender o mercado externo de carnes com eficiência?

Fanny Castilho, assessora da diretoria de projetos da consultoria, indica que as empresas ou pessoa física devem entender que a habilitação como agentes de comércio exterior requer uma extensa check-list burocrática e logística. “As especificações mudam de acordo com o tipo de estabelecimento e o tipo de produto, estar atento a isso é fundamental”, diz.

Ela também diz que primeiramente, o interessado em exportar deve fazer um cadastro tanto no REI (Registro de Exportadores e Importadores), quanto no SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior). “Além disso, há uma série de documentos para qualquer agente exportador que precisam ser cumpridos, tais como a Fatura Proforma, o Certificado de Origem, etc. Especificamente para os exportadores de carne, há ainda alguns requisitos sanitários relacionados à saúde e qualidade do animal e da carne que também são imprescindíveis”, indica.

Diante dessas regras e documentos, Fanny Castilho ressalta o papel de uma consultoria em comércio exterior. “Essa consultoria irá auxiliar nos pormenores da burocracia e especificidades de cada produto e estabelecimento”.

Regulações que também precisam ser cumpridas

Além das questões burocráticas, Fanny Castilho explica que há também diversas normas que os estabelecimentos encarregados pela exportação de carne precisam cumprir antes da comercialização.

A empresa exportadora deve ser submetida a inspeções sanitárias pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Do mesmo modo, o frigorífico deve cumprir as exigências relacionadas a medidas sanitárias e fitossanitárias do país importador, fato esse que é muito importante para transmitir confiança aos consumidores”.

Neste caso, as autoridades sanitárias dos países importadores são as responsáveis por habilitar os estabelecimentos para a exportação de carne. Além disso, o MAPA junto com a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) se encarregam de auxiliar e negociar a abertura de mercado para produtos agropecuários brasileiros.

Demais exigências 

Para que o frigorífico esteja habilitado para a exportação de carne, outros fatores precisam também serem considerados, tais como embalagem, rotulagem e selos de exportação.

Fanny Castilho e Saymon Reis explicam que fundamentalmente, as embalagens devem estar de acordo com as normas técnicas do Comitê Brasileiro de Embalagem e Acondicionamento (CB-023) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “As embalagens devem, essencialmente, proteger e manter o produto nas condições sanitárias necessárias para seu consumo, assim como garantir seu padrão de qualidade”, eles indicam.

Por outro lado, tanto a rotulagem quanto a marcação do produto destinado à exportação são feitas com base na declaração da origem brasileira e no nome da empresa exportadora, incluída a informação do ciclo de vida do produto.

Se o exportador assim o desejar, pode levar em consideração a praticidade da embalagem, assim como fatores estéticos, cumprindo com fatores e regras socioculturais do país importador”, complementa Saymon Reis.

Por fim, vale ressaltar que as exigências a serem cumpridas variam dependendo das características da carne e do mercado importador. “Devemos nos lembrar que a legislação que incide sobre a carne pode ser diferente de um país para outro”, diz Fanny.

Por isso, mais uma vez é necessário ressaltar a importância de uma orientação profissional e personalizada, para conferir as leis e convenções aplicáveis aos selos e embalagens.

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