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Cresce número de marca própria de carnes em redes de supermercados

O crescimento de uma marca própria de carnes lançada por supermercados é uma tendência irreversível. Saiba as vantagens, impactos e desafios dessa estratégia.

Certamente você já esteve em um supermercado e encontrou uma embalagem de carne que apresenta uma marca exclusiva deste supermercado, não é verdade? A marca própria de carnes tem se tornado uma estratégia cada vez mais comum entre grandes redes de brasileiras.

Bastante comum no exterior, essa estratégia tem avançado de forma irreversível entre muitos varejistas brasileiros, tendo na marca própria de carnes expressivo crescimento, a ponto de impactar todo o setor - que sempre teve grande representatividade no país.

Saiba mais sobre essa tendência e veja quais são os impactos que o lançamento de uma marca própria de carnes trará para o setor como um todo.

Marcas próprias: tendência irreversível no setor varejista

Instabilidade e incertezas econômicas são fatores que agem diretamente nos hábitos de compra do consumidor, que busca alternativas para garantir equilíbrio no orçamento, mas sem perder o que ele conquistou nos últimos anos.

Diante desse desafiador cenário, a busca por marcas próprias de supermercados é uma excelente alternativa. De acordo com um estudo sobre Marcas Próprias no Brasil realizado pela Nielsen, a diferenciação e o menor preço são os grandes impulsionadores do crescimento.

Em todo esse contexto, a comercialização de marca própria de carnes é uma tendência que tende a gerar grande impacto, pois visa atender os desejos do consumidor em todos os aspectos, como explica Alex Cosme Ribeiro, Diretor Comercial Nacional de Perecíveis do Makro Atacadista. “Mesmo com a recente expansão do autosserviço nas áreas de carnes das grandes redes varejistas, o consumidor de carnes ainda se sentia insatisfeito em ser atendido por uma marca comum à maioria das redes, justamente naquele produto que deveria ser o centro do prato”.

Tomando como base essa necessidade, Ribeiro explica que já são muitas as redes de supermercados que começaram a desenvolver cada uma a sua marca própria de carnes, sempre visando maior diferenciação de seus produtos.

Segundo Ribeiro, estes produtos apresentam fichas técnicas exclusivas, determinando desde a raça, sexo, padrão de terminação, “toillete”, além de certos cortes exclusivos. “Com isso, os varejistas conseguem personalizar o produto oferecido ao seu público-alvo, reforçando uma estratégia de formação de imagem de especialização e de aproximação dos desejos desse público”, ressalta.

Impactos da marca própria de carnes

Atualmente, grandes redes de supermercados investem em uma marca própria de carnes visando maior diferenciação e preços mais competitivos para atender todos os anseios do consumidor deste tipo de produto.

Assim, o diretor Comercial explica que a fidelidade e diferenciação dos produtos representam os impactos mais significativos nessa conjuntura. “À medida em que o consumidor se identifica com a qualidade das carnes oferecidas pela marca e se sente atendido em suas necessidades, tende a estabelecer fidelidade e diferenciação dos produtos, preferindo-os em relação a outras marcas que não possuem o mesmo nível”, diz.

Muitas são as vantagens, mas há desafios importantes a serem superados

Quando realizada de forma planejada e baseada em estudos de mercado, o lançamento de uma marca própria de carnes pode trazer significativas vantagens aos varejistas. Entre essas vantagens, Alex Ribeiro salienta o que os supermercados terão maior destaque perante o consumidor ao comercializar produtos próprios.

Ao ter maior controle, o varejista assegura um padrão alto de qualidade às carnes, além de maior diferenciação diante de seus concorrentes”, indica Ribeiro.

Porém, mesmo com essas vantagens, há ainda importantes desafios que precisam ser melhor entendidos pelos varejistas. Entre esses desafios, Ribeiro cita como mais importantes:

  • É fundamental que a rede varejista conheça e entenda o cliente;
  • É preciso ter competência técnica para desenvolver de forma personalizada os produtos que irão compor o sortimento, permitindo o atendimento de todas as necessidades do seu público, seja ele consumidor final ou transformador.

Os supermercados devem se preocupar em buscar a satisfação na elaboração do prato para o consumo familiar ou na adequada composição de custos, proporcionando a melhor rentabilidade para o público transformador”, complementa o profissional. 

Por fim, a ideia dos varejistas é sempre buscar evoluir, fazendo com que a embalagem associada à qualidade de uma marca própria de carnes passe ao consumidor um diferencial que o incentive a comprar, retendo assim o cliente, sem que ele tenha desejo de ir para outro varejista!

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