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Como sistemas intermodais melhoram o transporte de carnes

Sistemas intermodais são aqueles onde o transporte (das carnes ou qualquer outra coisa) combina dois ou mais modais (transporte aquaviário, rodoviário, aéreo, ferroviário ou dutoviário). Mesmo que seja um modelo logístico que ainda tem muito a crescer, o uso de sistemas intermodais no transporte logístico de produto cárneos começa a apresentar resultados bastante expressivos.

Você sabia que produtos cárneos brasileiros estão em todos os cantos do planeta e em todo o território nacional? Todo dia estes produtos chegam a portos, centros de distribuição e consumidor final graças a uma logística bastante complexa, mas ainda passível de falhas. Mas, tudo indica que os sistemas intermodais podem ajudar a melhorar essa logística.

A Marfrig Global Foods em parceria com a Brado estão investindo em sistemas intermodais (incluindo o transporte por ferrovia), essencialmente na operação da companhia na América do Sul e os resultados estão sendo bastante interessantes.

Em resumo, a iniciativa permitiu diminuição da exposição ao risco de acidentes nas rodovias brasileiras, diminuição de R$ 2,3 milhões nos custos, além da redução de 62% na emissão de CO2, ou seja, a mesma coisa que 1.000 caminhões a menos rodando nas estradas até o final de 2019.

Sistemas intermodais: Logística complexa e eficaz

Por definição, os sistemas intermodais são aqueles onde o transporte (das carnes ou qualquer outra coisa) combina dois ou mais modais (transporte aquaviário, rodoviário, aéreo, ferroviário ou dutoviário).

No transporte de carnes, os sistemas intermodais são representados por um modelo onde se utiliza mais de um modal para transportar essa carga. Por exemplo, rodoviário e ferroviário”, explicam os representantes da Marfrig.

A Brado oferece a esse tipo de cliente uma solução multimodal completa que atende os principais polos do agronegócio e da indústria brasileira. A empresa transporta carnes bovinas, suínas e de aves em contêineres reefer, equipamento refrigerado utilizado para o carregamento de cargas perecíveis”, explica Vinicius Cordeiro, gerente executivo comercial da Brado.

Funcionamento e vantagens dos sistemas Intermodais

Os resultados mostram que a multimodalidade vem sendo uma solução muito eficaz para atender o mercado de produtos cárneos, devido à suas muitas vantagens.

Na multimodalidade, o gerente executivo comercial explica que os caminhões fazem a Last Mile, que é o transporte do produto em curtas distâncias (geralmente até 200 quilômetros) entre o terminal ferroviário e o seu destino. “Esse destino pode ser um Centro de Distribuição ou até mesmo a sede ou fábrica do cliente”, completa.

Cordeiro complementa: “Destes locais, as cargas partem por ferrovia em trajetos de longa distância até os portos ou terminal de destino. Isso torna a operação mais vantajosa considerando o transporte em grande escala para distâncias maiores”.

As demais vantagens dos sistemas intermodais citadas por Cordeiro são:

  • Um trem formado por 100 vagões é capaz de transportar o mesmo que 357 caminhões bitrem;
  • Com um galão de combustível, o trem roda 374 km enquanto um caminhão percorre apenas 109 km;
  • A vida útil de um trem é de aproximadamente 30 anos, já a de um caminhão, 10 anos;
  • Redução do custo logístico, dos impactos no meio ambiente e na sociedade;
  • Redução de congestionamentos e consequentemente acidentes nas estradas

Além disso, a operação que faz uso de ferrovia em trajetos de longa distância é caracterizada por ser um sistema mais eficiente, onde há menor consumo de diesel e consequentemente menor emissão de CO2 (dióxido de carbono).

Números recentes mostram o sucesso dos sistemas intermodais

Mesmo que seja um modelo logístico que ainda tem muito a crescer, o uso de sistemas intermodais no transporte logístico de produto cárneos começa a apresentar resultados bastante expressivos.

Cordeiro explica que no primeiro semestre de 2019, a Brado registrou um crescimento expressivo no transporte de cargas frigorificadas por ferrovia. “Foram mais de 16 mil contêineres movimentados, um aumento de 43% de um semestre para outro”.

Porém, a Marfrig salienta que o sucesso dos sistemas intermodais depende bastante de um planejamento de produção e de transporte, com estes estando muito bem alinhados. “Utilizando mais de um modal o custo pode ser reduzido, mas normalmente seu leadtime tende a aumentar. Tudo tem que ser bem alinhado e planejado para uma boa execução”.

Faz-se necessário também ter um bom sistema de planejamento de cargas, com seu respectivo monitoramento. “Assim, a empresa não irá se perder na operação”, diz a Marfrig.

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