Processos

Como não errar no transporte de animais para obter carcaças melhores

O embarque dos animais é um ponto que merece muita atenção na obtenção de carcaças de qualidade. O embarcadouro não deve terminar em rampa, ou seja, deve ser projetado para ter um último lance horizontal. Isso evita com que os animais batam a garupa na entrada do caminhão boiadeiro, o que irá gerar perda nessa região de cortes nobres, com consequente perda no rendimento da carcaça”, explicam os especialistas da Marfrig.

O transporte também deve ter a atenção redobrada e ser feito por caminhoneiros experientes nos horários mais frescos do dia, com duração máxima de oito horas e com densidade de carga de carga ao redor de 400 kg/m2. Para um bom transporte, a Marfrig sempre investe em treinamento dos condutores de veículos boiadeiros, pois julga esse fator como imprescindível”, explicam os especialistas do frigorífico.

Por fim, o jejum pré-abate, além de ser obrigatório segundo a legislação, é um fator que exerce alta influência sobre o rendimento da carcaça. Segundo a empresa, o jejum visa promover a diminuição do conteúdo gástrico e ruminal do animal, evitando que, durante o abate, haja excesso desse conteúdo que pode ser liberado com o rompimento das vísceras, contaminando a carne (carcaça).

Neste sentido, sabe-se que o gado perde, em média, 6% do peso desde a sua pesagem até o período de espera para o abate. Esta perda não costuma afetar o peso de carcaça, porém, quando o jejum se prolonga por mais de 24 horas, começa a haver perda de fluido extracelular, que irá comprometer o rendimento da carcaça. Portanto, jejuns que extrapolem esse tempo não são recomendados.

Vale lembrar que no jejum o animal não recebe alimentos sólidos, porém, tem à disposição água à vontade durante todo o período pré-abate.

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