Boas Práticas

4 principais fatores que impactam a qualidade final da carcaça

O pecuarista de corte, independente da função que executa, seja cria, recria, engorda ou produção de genética tem como sua essência a produção de carne, podendo ser traduzida na forma de carcaça. Assim, a atividade tem seu desfecho no momento em que o animal é abatido, e é justamente neste desfecho que há uma grande polêmica que causa muita discussão e debate entre produtores e frigoríficos.

Durante a produção da carcaça deve-se atentar muito a qualidade e de que maneira o rendimento de carcaça pode interferir nos parâmetros produtivos da propriedade.

Primeiro deve-se entender que caraça corresponde ao animal abatido, sangrado, esfolado, eviscerado, desprovido de cabeça, patas, rabada, órgãos genitais externos, gordura perirenal e inguinal, ferida de sangria, medula espinhal e diafragma.

Entendendo isso, o produtor que vende seus animais para o frigorífico terá que se preocupar em como melhorar a eficiência da deposição de carne e da diminuição do conteúdo TGI. Essa relação é expressa em porcentagem e se torna um índice de muita importância para a produtividade da fazenda.

Confira quatro fatores que podem afetar diretamente o rendimento de carcaça:

1-Jejum. Um fator importante do manejo pré-embarque. O tempo de jejum antes da pesagem do animal vivo interfere diretamente no rendimento de carcaça, porém essa modificação se dá principalmente devido ao maior ou menor peso do animal vivo (quanto maior o tempo de jejum, menor o peso do animal vivo devido ao esvaziamento do trato gastrointestinal).

Nesta tabela fica claro que o rendimento de carcaça pode ser manipulado através do jejum estabelecido na propriedade, portanto ele só se torna um parâmetro totalmente mensurável a partir do momento em que este manejo se mantem estabelecido dentro da propriedade, ou seja, quando o produtor não modifica o seu jejum. Assim o parâmetro de rendimento de carcaça pode ser facilmente mensurado para novas tomadas de decisão.

Podemos perceber na tabela acima que os animais que são submetidos a uma restrição alimentar mais rigorosa possuem maior rendimento de carcaça, no entanto, o peso da carcaça não sofre alteração. Lembrando que nos cenários em que houve jejum, este não ultrapassou de 12 horas.

O jejum pode se tornar prejudicial para o peso da carcaça se for maior que 24 horas para dieta hídrica e 72 horas da dieta sólida, portanto, é importante sempre observar no frigorífico se os animais possuem acesso e disponibilidade de água no curral.

2-Categoria Animal. Dentro da categoria animal podemos classificar como Machos Inteiros (MI), Machos Castrados (MC), Novilhas e Vacas. Dentro destas categorias os maiores índices de rendimento de carcaça são observados nos machos inteiros, seguidos dos castrados, novilhas e vacas.

3-Dieta fornecida. A dieta afeta também diretamente o rendimento de carcaça, tendo em vista que o desenvolvimento do trato gastrointestinal vai variar de acordo com a suplementação fornecida aos animais. Por exemplo, dietas com maior proporção de alimentos volumosos (principalmente a pasto) terão um maior desenvolvimento do rúmen. Considera-se então que quanto maior a participação de grãos na dieta, menor é o peso e tamanho do rúmen, por isso que os animais confinados tendem a ter maior rendimento de carcaça. Então, quanto maior a suplementação dos animais à base de concentrado e aditivo, maior o rendimento de carcaça.

4-Raça/Genética

A definição da genética e do programa de seleção utilizado na propriedade é extremamente importante para que a partir da definição da estratégia utilizada do manejo alimentar o produtor saiba escolher exatamente a raça e a linhagem a ser utilizada na propriedade. Quando se utiliza raças de porte grande maior será o peso ao acabamento.

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